sábado, 30 de janeiro de 2016

Loló (lança perfume).

Carnaval ta chegando!

O lança está sempre por ai!

Vamos aprender um pouco mais sobre as substâncias que o compõe?


O que é?


Clorofórmio!


O lança é uma mistura de solventes orgânicos comuns em laboratórios, sua composição aproximada é: 45% Clorofórmio, 55% de Acetato de etila e Álcool. O lança "original" era baseado em Cloreto de Etila, que também é um solvente orgânico.

História


Propaganda do "Lança perfume rodo" de 1916.


Quem pensa que o lança perfume é algo recente está enganado! Muito antes de Rita Lee fazer sucesso com a música "lança-perfume", este inalante já marcava presença nos bailes de carnaval cariocas, sua inserção na festa foi no início dos anos 1900!

Inicialmente era utilizado para se refrescar no calor dos bailes de salão (consegue imaginar um carnaval em ambiente fechado? Isso era comum!), já que as substâncias do lança possuem alta pressão de vapor, gerando o efeito de "refrescância" ao evaporarem.

Essa substância nem sempre foi marginal, por muitos anos foi fabricada pela Rhodia na Argentina e no Brasil. No Brasil sua fabricação, porte e utilização foi proibida pelo presidente Jânio Quadros (varreu o lança com sua vassourinha!) na década de 60.

Mata?


Se usar muito, mata sim!

Seus efeitos iniciais são agitação e aumento de batimentos cardíacos, além de um fraco efeito "alucinógeno" que dura não mais que um minuto. Inalações sucessivas podem além de sobrecarregar seu sistema respiratório (a galera desmaia mesmo!), pode causar dados aos rins e fígado, que ficam encarregados de metabolizar tudo que você inalou...

Existem estudos que também correlacionam o uso de solventes orgânicos como inalantes e uma maior sensibilidade à adrenalina.

Portanto, usando ou não, estejam atentos do carnaval!

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domingo, 24 de janeiro de 2016

Plantas comuns, porém tóxicas: Mamona.

Voltamos a falar de plantas e suas propriedades maravilhosas!

Falarei da Mamona, planta muito conhecida em todo Brasil, onde até pouco tempo atrás era comum crianças fazerem verdades batalhas campais com suas sementes espinhosas e dolorosas quando arremessadas de um bom estilingue!

Porque a Mamona é tóxica?


Ilustração Científica da Mamona (Ricinus communis).
Suas sementes contém Ricina, substância considerada uma das mais tóxicas do planeta (será? continue lendo...).


O que é a Ricina?



Estrutura quartenária da proteína Ricina.

A ricina é uma proteína obtida das sementes da Mamona (Ricinus communis), de onde também é obtido o óleo de ricino que não é tóxico.  A ricina citotóxica, ao entrar no citoplasma da célula bloqueia a síntese de proteínas, matando a célula e por consequência o organismo, se a quantidade for o bastante.

Mata?


Na verdade, não é tudo isso que parece...

O envenenamento por Ricina só é plausível de acontecer caso a pessoa injete ou inale uma boa quantidade de substância(não consegui fontes seguras de quanto é necessário). 

Em 1985 a universidade de Emory e o centro de controle de venenos da Georgia realizaram uma revisão de 751 casos de ingestão acidental de ricina nos últimos 85 anos e foram relatadas somente 15 mortes, que com o tratamento médico atual seriam facilmente evitadas .O envenenamento de adultos por ingestão é bem pouco provável já que a mesma causa vômito quando ingerida. Caso a morte não ocorra de 3 a 5 dias após a ingestão, a pessoa se recupera.

O governo americano criou um certo sensacionalismo a cerca da Ricina, a substância foi "elevada" ao status de substância com potencial uso em bioterrorismo, o que não faz sentido, pois como vimos, uma planta ser venenosa não faz dela uma planta perigosa! 
Para o "veneno" se tornar perigoso é necessária uma maneira fácil de administrá-lo em pessoas.

Outros usos.


Vemos com frequência que na química nem tudo é tão ruim tanto parece.

Estudos mostram que a ricina pode ser uma substância em potencial para o tratamento do câncer de colo (leia mais aqui).

Portanto não saia arrancando os pés de Mamonas por ai!

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mamona

http://www.thepoisongarden.co.uk/atoz/ricinus_communis.htm

http://poisonousplants.ansci.cornell.edu/toxicagents/ricin.html